HPV e câncer de boca e garganta entre jovens

Em novembro deste ano, um importante estudo apontou que mais da metade dos jovens brasileiros entre 16 e 25 anos possuem algum tipo de HPV (Papiloma Vírus Humano). Em 38,4% deles, tratam-se dos subtipos de alto risco, mais associados ao câncer. Muitas pessoas sabem da associação do vírus com o câncer de colo de útero, mas é muito pouco divulgada a sua relação com o câncer de boca e garganta. Um dado alarmante tem chamado a atenção de pesquisadores no mundo inteiro: a mudança no perfil dos pacientes acometidos por câncer de boca e garganta nas duas últimas décadas. Antes quase exclusividade de pacientes fumantes e etilistas acima de 50 anos de idade, hoje cerca de um terço dos acometidos têm menos de 40 anos. E o grande responsável por esta mudança é a infecção pelo HPV. Estudos recentes apontam que até 80% dos casos de câncer de amígdala estão associados ao vírus. Há dez anos, a associação existia em apenas 25%. Uma das principais formas de transmissão do vírus é o sexo oral desprotegido, embora possa ocorrer através da saliva, como num beijo na boca ou compartilhando um copo. Sexo seguro, boa alimentação e higiene oral, não fumar e não beber são formas de prevenção, embora a mais importante seja a vacinação. A vacina contra o HPV, criada com o intuito de prevenir o câncer de colo de útero, também é eficaz contra o câncer de boca e garganta. Ela pode ser encontrada em clínicas privadas de imunização e pelo SUS. Recentemente, o Ministério da Saúde ampliou o programa de imunização disponível no SUS, agora oferecido não só para meninas abaixo de 15 anos, como também a meninos de 11 a 15 anos incompletos, além de pessoas com baixa imunidade, como transplantados, portadores de HIV ou câncer.

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