Como ajudar alguém que está com câncer

 

Dar suporte para alguém que acaba de ser diagnosticado com câncer não é uma tarefa fácil. Até porque, as pessoas próximas a ela também acabam sofrendo com a notícia. Apesar do medo que a informação provoca, a maneira como parentes e amigos ajudam a lidar com a doença contribui muito com a recuperação e o bem-estar do paciente.

A Pescop preparou algumas dicas para que você possa acolher e ajudar pessoas com câncer a superar essa fase difícil.

 

Dê tempo para processar a informação: a primeira reação é o choque. Por isso evite fazer perguntas, dê tempo para que a pessoa possa assimilar o fato de que terá um grande desafio pela frente. Choro e alterações de humor são normais. Esteja presente, escute o que a pessoa tem a dizer. Também pode acontecer de ela não querer conversar sobre o assunto. Neste caso não force a barra, dê espaço.

 

Evite pesquisar sobre o assunto na internet: atualmente há muitas informações equivocadas quem podem gerar uma grande confusão ou situações alarmantes desnecessárias. Peça ao médico especialista sugestões de sites confiáveis e livros sobre o câncer. E lembre-se, cada caso é diferente e o processo de tratamento também é diferente para cada indivíduo. Evite sugerir tratamentos.

 

Procure não tratar o ente querido como coitadinho: é uma fase difícil, mas a pessoa continua com a mesma essência, mesmo se o câncer provocar mudanças físicas e emocionais. Tratar ela como coitado ou demonstrar pena só fará com que se sinta pior e às vezes até irritada.

 

Escute pacientemente: em muitas situações o paciente só deseja alguém com quem desabafar. Evite dar conselhos sem serem solicitados e, quando a pessoa estiver mais quieta, respeite sempre.

 

Fale sobre outros assuntos: com o tempo, falar sobre o câncer acaba ficando repetitivo e cansativo. Então tente falar um pouco sobre a sua vida, as novidades, coisas corriqueiras. Talvez a pessoa até se sinta à vontade para dar algum conselho ou opinar a respeito de algum tópico da conversa. Quando ela estiver em casa, leve-a a algum lugar diferente (se os médicos permitirem) para quebrar um pouco a experiência cansativa dos corredores de hospital.

 

E se o meu amigo chorar? Altos e baixos emocionais acontecem durante o tratamento e é natural não saber o que fazer. Nesses casos ouça o desabafo, tente confortá-lo. Se tiver vontade de chorar também, deixe a emoção fluir, não tenha medo de demonstrar seus sentimentos. Se não souber o que falar, fique em silêncio e dê um forte abraço.

 

Busque ajuda de um terapeuta: se estiver muito difícil de suportar a situação, busque o conselho de um terapeuta. O profissional ajudará a compreender a fase e a lidar com o paciente.

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