Cirurgia dos tumores da boca, faringe e laringe

Alguns sintomas são frequentes e podem ser negligenciados. Feridas na boca e na garganta, quando duram mais de 15 dias, são consideradas suspeitas e devem ser investigadas no contexto de pacientes em risco. Outros sintomas como rouquidão, dificuldade e/ou dor ao engolir, nódulos no pescoço e dores no ouvido também devem ser avaliados pelo especialista.

O principal tipo histológico é o carcinoma de células escamosas (carcinoma epidermoide), tumor associado ao tabagismo prolongado e consumo de álcool. Nas últimas duas décadas demonstrou-se que a infecção orofaríngea pelo vírus HPV 16, doença sexualmente transmissível, tem papel importante na carcinogênese dos tumores dessa região.

Alguns sintomas são frequentes e podem ser negligenciados pelos pacientes e também pelo profissional de saúde envolvido no primeiro atendimento. Feridas na boca e na garganta, quando duram mais de 15 dias, são consideradas suspeitas e devem ser investigadas no contexto de pacientes em risco. Outros sintomas como rouquidão, dificuldade e/ou dor ao engolir, nódulos no pescoço e dores no ouvido também devem  ser avaliados pelo especialista.

O diagnóstico é confirmado por meio de biópsia da lesão ou punções (PAAF) dos nódulos cervicais. O estadiamento do câncer, que avalia a extensão e a localização do tumor, envolve exames de imagem como ultrassonografia cervical,  tomografia computadorizada e ressonância magnética. Em casos selecionados pode ser indicada realização de PET-Scan. A avaliação direta ou indireta de toda a região da boca, faringe, laringe e esôfago é recomendada e realizada a partir de exames endoscópicos (videolaringoscopia e endoscopia digestiva alta).

O tratamento dos tumores dessas regiões baseia-se num tripé que engloba cirurgia, radioterapia e quimioterapia, o que vai depender da localização e estadiamento. O cirurgião de cabeça e pescoço assume um papel central na definição do tratamento, uma vez que a cirurgia é empregada como arma terapêutica para a maioria dos pacientes, sempre que a extensão do procedimento cirúrgico permite a retirada total do tumor com margens negativas (inexistência de células tumorais nas proximidades das bordas do tecido retirado).


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